mon petit aquarium
"There was a point to this story, but it has temporarily escaped the chronicler's mind." Douglas Adams
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Dez 06

Este ano o Natal não soube a Natal. Não a um Natal como deve ser. Natal não é Natal se não podemos, ainda que só por umas horas, fingir que estamos de volta à infância.
Só é Natal quando é preciso fazer um esforço para conter a ânsia de montar a árvore e decorar a casa toda antes do fim de Novembro.
Quando se promete que é este o ano em que se fará as compras todas a tempo e horas.
Quando começo a ouvir as perguntas recorrentes (o que é que vamos dar??? o que é que queres receber???).
Quando, apesar de toda a reflexão e de todo o tempo disponível, há, na semana antes do Natal, prendas (talvez pela sua importância) ainda por comprar.
Quando, na véspera, ainda vamos procurar a prenda certa para a mãe ou para o pai...
Quando vou chamar todos para jantar e estranhamente toda a gente larga o que está a fazer e vem rapidamente para a mesa e ajuda com a comida e tudo mais.
Quando acendo as velas no centro da mesa e a sala é a única divisão quente da casa.
Quando não falta um (ou mais) ataque de riso colectivo.
Quando ainda tenho prendas para embrulhar e coisas para ajeitar no curto espaço de tempo entre o jantar e a missa do Galo...
Quando chegamos ao colégio atrasados para a missa e por isso ficamos em pé, cá atrás, procurando caras familiares.
Quando a música do coro e o frio de rachar que sempre se sente me arrepiam.
Quando vamos para o carro esperar pelos que ficam a falar com conhecidos.
Quando chegamos a casa e todos se separam para ir buscar ou acabar as prendas, para se reunirem depois à volta do bule de chá, dos bolinhos com amêndoa por cima e dos frutos secos.
Quando os presentes aparecem de repente debaixo da árvore...
Quando nos sentamos no sofá e começa a distribuição e há sempre partidas para alguém...
Quando, horas depois, vamos finalmente para a cama com a satisfação de saber que acertámos na prenda e que amanhã há mais...
Quando acordo na manhã de Natal e o perú está a acabar de assar e alguém está a tirar os pratos do serviço.
Quando estou atrasada para o almoço e já todos chegaram.
Quando toda a família está reunida e se joga keram (?) até à hora do chá.
Quando a comida que sobrou é o jantar e há alguém que fica para comer connosco.

E até quando ficamos a comer perú das mais variadas maneiras até ao fim de Janeiro (sem falar nos croquetes que são congelados).
Dezembro 2006
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