mon petit aquarium
"There was a point to this story, but it has temporarily escaped the chronicler's mind." Douglas Adams
20
Jul 07

também conhecido como elogio

ora aqui está um curso que não me importava de fazer.

tendo conduzido um breve mas detalhado estudo na população disponível, verifiquei que a grande maioria não sabe como responder a um eloio. distinguem-se 6 tipos de indivíduos:
- os que reciprocam o elogio fazendo uso da palavra "também" - os que retribuem com um elogio diferente, mas normalmente do mesmo género
- os que agradecem e ficam sem saber o que dizer
- os que sorriem timidamente numa expressão de "eu ouvi. obrigado. adiante". e continuam como se nada fosse
- os que simplesmente ignoram e prosseguem com a tarefa que estavam a levar a cabo
- os que não percebem que era um elogio bem intencionado e partem para a agressão

parece-me que a última, pondo de lado a parte de não percerber, é a mais lógica. se não acompanhem-me no raciocínio.

se é verdade que a pessoa que faz o elogio, o tipo de elogio e a entoação também contam, também o é que, mesmo que o veículo seja alguém com quem o indivíduo está completamente confortável, passados os 2 primeiros segundos de euforia pós-elogio tudo se desmorona, tornando-se numa situação embaraçosa. se, por acaso, o elogio saiu bem e quer dizer exactamente aquilo que se pretendia, expressando claramente que não pretende ofender ou diminuir ninguém, então após os 2 segundos o receptor irá começar a pensar em como o sujeito do elogio está perfeito nesse momento. e em como nada do que faça dali em diante será tão perfeito ou voltará a estar tão perfeito. e em como tudo o que fizer carregará o estigma de não ser como aquele. e em como tudo o que pode correr mal agora vai correr mal, pelo simples facto de ter pensado que ao menos nada de mal pode acontecer àquela coisa ou estragar aquele momento, levando ao pensamento de que há sempre qualquer coisa que pode correr mal, o que acaba por estragar definitivamente o efeito do dito elogio. [eu acredito piamente na lei de Murphy e quem me disser que a sua torrada cai sempre com o doce para cima é, portanto, uma aberração.]

ora nesta cadeia de pensamento, que é forçosamente antecedida pelo agradecimento ("inato", qual resposta pavloviana), temos já um momento de silêncio. no entanto, só a partir do momento em que se concretiza o pensamento anterior é que ele realmente se torna desconfortável. agradece-se a alguém por nos fazer perceber que algo que nos diz respeito nunca será tão perfeito como naquele momento? talvez, porque corríamos o risco de deixar o momento passar em branco. e por nos fazer perceber que todos os outros serão marcados por não corresponder às expectativas?

por isso, venho aqui defender que o melhor tipo de elogio é o subtil. está bem, não poderá haver o regozijo futuro de esfregar um bom elogio que nos foi feito na cara de outra pessoa porque não há testemunhas. mas será que não vale a pena? o elogio que pode passar despercebido à maioria e ser agradecido apenas com um sorriso. ou melhor ainda aqueles que só se apanha momentos depois. quando já é demasiado tarde para agradecer e estragá-los com toda a cadeia de raciocínio que segue o "obrigado". fica apenas a opinião que fica só com a pessoa a quem era dirigida, sem embaraços ou lei de Murphy.

se optarem por continuar com os vulgares elogios (vulgares de normais), da próxima vez que fizerem um elogio a alguém e essa pessoa não responder como desejado ou esperado não se sintam mal ou guardem rancores. ponham-se simplesmente na pele da outra pessoa. um elogio não é uma rosa sem espinhos.
publicado por mim às 05:29
sinto-me: "gotta be cool, relax"
música: crazy little thing called love - queen
Axo k foi das coisas mais baralhadas k ja li....
Fantastico como percebi a teoria logo ao inicio e depois me perdi...
Quer-me parecer k ainda estas a sofrer os efeitos pós-traumáticos do exame de arquitectura
Nes a 23 de Julho de 2007 às 01:58
lol. olhast bem p a hora a q foi escrito? a mim pareceu me perfeitamente coerente na altura e, por norma, não releio os meus textos depois de publicar...
mim a 24 de Julho de 2007 às 01:39
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