mon petit aquarium
"There was a point to this story, but it has temporarily escaped the chronicler's mind." Douglas Adams
26
Dez 06

Este ano o Natal não soube a Natal. Não a um Natal como deve ser. Natal não é Natal se não podemos, ainda que só por umas horas, fingir que estamos de volta à infância.
Só é Natal quando é preciso fazer um esforço para conter a ânsia de montar a árvore e decorar a casa toda antes do fim de Novembro.
Quando se promete que é este o ano em que se fará as compras todas a tempo e horas.
Quando começo a ouvir as perguntas recorrentes (o que é que vamos dar??? o que é que queres receber???).
Quando, apesar de toda a reflexão e de todo o tempo disponível, há, na semana antes do Natal, prendas (talvez pela sua importância) ainda por comprar.
Quando, na véspera, ainda vamos procurar a prenda certa para a mãe ou para o pai...
Quando vou chamar todos para jantar e estranhamente toda a gente larga o que está a fazer e vem rapidamente para a mesa e ajuda com a comida e tudo mais.
Quando acendo as velas no centro da mesa e a sala é a única divisão quente da casa.
Quando não falta um (ou mais) ataque de riso colectivo.
Quando ainda tenho prendas para embrulhar e coisas para ajeitar no curto espaço de tempo entre o jantar e a missa do Galo...
Quando chegamos ao colégio atrasados para a missa e por isso ficamos em pé, cá atrás, procurando caras familiares.
Quando a música do coro e o frio de rachar que sempre se sente me arrepiam.
Quando vamos para o carro esperar pelos que ficam a falar com conhecidos.
Quando chegamos a casa e todos se separam para ir buscar ou acabar as prendas, para se reunirem depois à volta do bule de chá, dos bolinhos com amêndoa por cima e dos frutos secos.
Quando os presentes aparecem de repente debaixo da árvore...
Quando nos sentamos no sofá e começa a distribuição e há sempre partidas para alguém...
Quando, horas depois, vamos finalmente para a cama com a satisfação de saber que acertámos na prenda e que amanhã há mais...
Quando acordo na manhã de Natal e o perú está a acabar de assar e alguém está a tirar os pratos do serviço.
Quando estou atrasada para o almoço e já todos chegaram.
Quando toda a família está reunida e se joga keram (?) até à hora do chá.
Quando a comida que sobrou é o jantar e há alguém que fica para comer connosco.

E até quando ficamos a comer perú das mais variadas maneiras até ao fim de Janeiro (sem falar nos croquetes que são congelados).
16
Dez 06

é uma fraude! Estes degraus são uma fraude!!! Qualquer pessoa que passe pensa que são de pedra ou pelo menos maciços, mas na verdade são uma fraude! Nem devia apresentar tal coisa no meu modesto blog!
Ah! E caso vão algum dia desenhar para o panteão nacional (não me importava de ter uma casita com uma vista como a do "terraço") não desenhem a cúpula! Ela é, também, uma fraude!!!



Como podem ver a minha manhã foi muito produtiva... lá andámos a passear pela terceira vez pelo martim moniz, rua de são lázaro e manuel bento de sousa, campo mártires da pátria, capuchos (ou s preferirem hoodies), rua do telhal e finalmente das pretas...

A aberração da primeira foto é no martim moniz, esta pequena pérola de outros tempos é algures entre os capuchos e o telhal.

A minha manhã começou ainda antes deste belo passeio, com telefonemas (antes e depois das 10) para o panteão nacional a perguntar pela minha carteira... Continua em paradeiro desconhecido...
Depois destas andanças ainda houve tempo para uma tentativa frustrada de comprar esferovite para mais uma maquetezita...  e tudo isto antes do almoço!!!
publicado por mim às 18:24
sinto-me: produtiva
música: Crash Into Me - Dave Matthews Band
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